Movimento 560
Esta foi uma semana desgraçada. Mil coisas me moíam o espírito quando na segunda-feira decidi entregar-me à terapia do pobre: entrar numa grande superfície comercial e fazer compras.
Quis comprar umas bolachinhas. Fazem-me sempre companhia durante os serões. Compro vários pacotes por semana. Na segunda-feira, vi-me perante um novo dilema: Nacional, é bom, mas a carteira aconselhava-me as Cuetara (umas migalhas mais baratas – por supuesto). Fiquei feliz da vida.
Na quarta-feira voltei. E como até tinha comprado uma bandeira verde/vermelha para mostrar ao resto da rua que sou tão patriota quanto eles, peguei numas Nacional. Mas larguei-las logo. Tinham subido de preço…
O que se passou? Quem foi o estúpido? ...
Tinha sido eu.
Quis comprar umas bolachinhas. Fazem-me sempre companhia durante os serões. Compro vários pacotes por semana. Na segunda-feira, vi-me perante um novo dilema: Nacional, é bom, mas a carteira aconselhava-me as Cuetara (umas migalhas mais baratas – por supuesto). Fiquei feliz da vida.
Na quarta-feira voltei. E como até tinha comprado uma bandeira verde/vermelha para mostrar ao resto da rua que sou tão patriota quanto eles, peguei numas Nacional. Mas larguei-las logo. Tinham subido de preço…
O que se passou? Quem foi o estúpido? ...
Tinha sido eu.
Quando me vendeu o pacote de galletas, el señor Cuetara percebeu que tinha de contratar mais um trabalhador, enquanto que o senhor Nacional, que não me vendeu nada, atirou uma moeda ao ar e mandou uma operária ir ver a novela das quatro. O senhor Cuetara, como fabricava mais um pacote de galletas, pôde até baixar o preço. O señor Nacional, como não precisou de fazer mais bolachas, teve de lhes aumentar o preço para pagar os empregados que ainda restavam.
Se eu tivesse comprado logo as bolachas portuguesas, estaria, sem o saber, a fazer um investimento que iria beneficiar o senhor Nacional, a senhora da novela e a minha carteira.
O Movimento 560 tem feito uma campanha de sensibilização para “pormenores” como este.
Numa compra, antes de fazer a relação preço/qualidade, verifique se o produto é português. Se o código de barras iniciar por 560, muito provavelmente está a ajudar-se a si mesmo - a fazer uma pequeno investimento.
Atenção, algumas marcas internacionais podem ter benefícios bem portugueses. Fica tudo explicado aqui: Movimento 560. É um excelente trabalho do Bruno Barão, da Cátia Milheiro e do Pedro Cavaco. Parabéns aos três.
Atenção, algumas marcas internacionais podem ter benefícios bem portugueses. Fica tudo explicado aqui: Movimento 560. É um excelente trabalho do Bruno Barão, da Cátia Milheiro e do Pedro Cavaco. Parabéns aos três.
Da minha parte, espero que fique claro que esta lição de finanças para Tonecas como eu não se deve ao patriotismo exacerbado de seguidores da Selecção nem ao xenofobismo que está perigosamente na moda. É só uma questão de inteligência, não é?
Boas compras (nem acredito que estou a dizer isto).





6 Comments:
desconhecia!
pelo que me toca obrigada
:)
Tenho o meu primeiro livro à venda no meu blog. Que tal uma visita?
Olá!
Já tinha ouvido e lido sobre o código 560, mas reconheço que não fiquei sensibilizada o suficiente, e por isso, continua a valer o preço/qualidade/gosto pessoal!
Ainda à pouco cheguei de casa de uma amiga, onde fui alegremente conviver/lanchar/jantar e falavamos do facto de cada vez termos menos poder de compra!
Uma amiga dizia: o meu ordenado aumentou cerca de 10€ e logo a seguir a renda da casa aumentou quase 40€...!!!
Que venham as bolachinhas mais baratinhas, desde que gostemos delas!
Será uma atitude egoísta? Sinceramente não sei, talvez não tenha de ser quem come bolachinhas que tem de se preocupar com o "560"...
Há dias assim...
Beijos
Pois é, PAC, mas eu que por vezes sou teimoso não tomo a tua resposta como um não.
Até que isto do 560 não precisa de ser uma doutrina e nem é, apesar das barras, sempre preto no branco. É apenas para se ter em consideração.
Ainda assim, isso dos comedores de bolachinhas não terem poder suficiente (não é o que dizes mas é o que do teu comentário eu depreendo) fez-me pensar num dos filmes que o Miguelucho tem cá em casa: certo dia as formiguitas lá descobriram que eram tantas tantas que só por isso deixou de fazer sentido continuarem a ser exploradas pelos temíveis gafanhotos.
Obrigado pelo teu comentário. Admiro sempre a tua honestidade.
Beijos,AL.
Obrigado também pela visita da Sandrinha, do Alexandre e de "Um Outro olhar".
bem, então obrigada pela aula grátis. Nem nunca tinha ouvido falar nisso.
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